30.1.08
Falta de seriedade com quem é sério.
Exportação de carne bovina para a UE. O custo da incompetencia e o beneficio parcial para o consumidor.
As carnes e os grãos puxaram a alta de 18,2% na receita das exportações do agronegócio brasileiro em 2007, que atingiram o total de US$ 58,41 bilhões, na comparação com US$ 49,42 bilhões de 2006. Os produtos ajudaram ainda na obtenção do superávit recorde no setor no ano passado, de US$ 49,7 bilhões, aumento de 16,4% sobre os US$ 42,7 bilhões do ano anterior. Dados da balança comercial do agronegócio brasileiro, divulgados em meados de Janeiro, apontam que as exportações de carne cresceram 30,7%, para US$ 11,29 bilhões. As carnes quase derrubaram a soja da liderança nas exportações do setor no ano passado. Em 2007, as exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo) saltaram 22,3%, para US$ 11,38 bilhões.
Para o Ministério da Agricultura, o aumento de US$ 2,65 bilhões no faturamento do setor de carnes decorre da elevação de 15,5% na quantidade e no aumento nos preços da carne bovina (6%), do frango (24%) e da suína (2,9%).
Embora as exportações frango tenham superado a de bovinos no ano passado estas cresceram mais de 11%.
Em 2006, a UE consumiu 38,5% das exportações de carne do país, cerca de US$ 1,5 bilhão. Até novembro de 2007, as vendas de carne bovina para o mercado mundial tinham batido a marca de US$ 4,5 bilhões, 15% acima do valor de 2006.
Em novembro, uma missão de veterinários da UE foi enviada ao Brasil e constatou que todas as promessas do governo de que reformariam o sistema não ocorreram.
Segundo a UE, a inspeção revelou "sérias e repetidas deficiências no sistema de rastreabilidade e saúde animal do Brasil". Entre os problemas estão a falta de controle sobre movimento do gado e identificação dos animais. "Apesar dos vários alertas feitos pela Comissão após as inspeções realizadas anteriormente, as autoridades brasileiras fracassaram em adotar medidas apropriadas para corrigir os problemas e atender às exigências européias", afirmou um comunicado da UE, lembrando que várias chances foram dadas ao Brasil para que a restrição não fosse aplicada.
Em Dezembro anunciou que partir do dia 31 de janeiro de 2008, apenas a carne das propriedades aprovadas poderiam entrar no mercado europeu.
A EU pediu uma lista de 300 produtores. O Governo brasileiro enviou uma lista de mais de 2.600 produtores alegando que todas estão licenciadas. A EU sabe que é impossível que o nosso governo tenha inspecionado todas.
Em Bruxelas, os europeus não escondiam a irritação com a atitude brasileira. Primeiro, pelo número de fazendas, considerado exagerado. Outra confusão foi o fato de cada estado ter feito uma lista separada. A própria missão diplomática do Brasil na UE confessou que não tinha como somar as listas. Com a atitude, o governo jogou de volta para os europeus o problema.
Não negociou, não atendeu o que foi pedido e agora a EU proibiu as importações a partir de amanhã.
O Ministério da Agricultura classificou, esta tarde, que a decisão européia de suspender, por tempo indeterminado, toda a importação de carne bovina brasileira, "é injustificável e arbitrária” . Sérá?
O Uruguai é quem sairá ganhando se as medidas solicitadas por um cliente de peso de nossas exportações não forem atendidas.
O resultado imediato do embargo à entrada de carne bovina brasileira na União Européia (UE), anunciado nesta hoje, será a pressão de baixa sobre os preços internos da arroba de boi gordo, avaliam analistas.
Isso porque as exportações para o bloco devem cair de forma significativa, sobrando mais carne no mercado interno, o que deve influenciar na formação do preço do produto. Apesar da paralisação do mercado de boi gordo para exportação, por enquanto os preços pagos pela arroba seguem praticamente estáveis entre R$ 75,50 e R$ 76, no interior paulista.
A incompetencia e a sede de alguns beneficiarão pelo menos durante algum tempo os consumidores brasileiros no preço da carne já na qualidade não sei não.


criado por jrrsanchez
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