Coluna do José Roberto

análises e comentários sobre temas da atualidade e sobre filosofia contemporânea por José Roberto Ramos Sanchez

30.1.08

Falta de seriedade com quem é sério.

 

Exportação de carne bovina para a UE. O custo da incompetencia e o beneficio parcial para o consumidor.

 

 

As carnes e os grãos puxaram a alta de 18,2% na receita das exportações do agronegócio brasileiro em 2007, que atingiram o total de US$ 58,41 bilhões, na comparação com US$ 49,42 bilhões de 2006. Os produtos ajudaram ainda na obtenção do superávit recorde no setor no ano passado, de US$ 49,7 bilhões, aumento de 16,4% sobre os US$ 42,7 bilhões do ano anterior. Dados da balança comercial do agronegócio brasileiro, divulgados em meados de Janeiro, apontam que as exportações de carne cresceram 30,7%, para US$ 11,29 bilhões. As carnes quase derrubaram a soja da liderança nas exportações do setor no ano passado. Em 2007, as exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo) saltaram 22,3%, para US$ 11,38 bilhões.
Para o Ministério da Agricultura, o aumento de US$ 2,65 bilhões no faturamento do setor de carnes decorre da elevação de 15,5% na quantidade e no aumento nos preços da carne bovina (6%), do frango (24%) e da suína (2,9%).
Embora as exportações frango tenham superado a de bovinos no ano passado estas cresceram mais de 11%.
Em 2006, a UE consumiu 38,5% das exportações de carne do país, cerca de US$ 1,5 bilhão. Até novembro de 2007, as vendas de carne bovina para o mercado mundial tinham batido a marca de US$ 4,5 bilhões, 15% acima do valor de 2006.
Em novembro, uma missão de veterinários da UE foi enviada ao Brasil e constatou que todas as promessas do governo de que reformariam o sistema não ocorreram.
Segundo a UE, a inspeção revelou "sérias e repetidas deficiências no sistema de rastreabilidade e saúde animal do Brasil". Entre os problemas estão a falta de controle sobre movimento do gado e identificação dos animais. "Apesar dos vários alertas feitos pela Comissão após as inspeções realizadas anteriormente, as autoridades brasileiras fracassaram em adotar medidas apropriadas para corrigir os problemas e atender às exigências européias", afirmou um comunicado da UE, lembrando que várias chances foram dadas ao Brasil para que a restrição não fosse aplicada.
Em Dezembro anunciou que partir do dia 31 de janeiro de 2008, apenas a carne das propriedades aprovadas poderiam entrar no mercado europeu.
A EU pediu uma lista de 300 produtores. O Governo brasileiro enviou uma lista de mais de 2.600 produtores alegando que todas estão licenciadas. A EU sabe que é impossível que o nosso governo tenha inspecionado todas.
Em Bruxelas, os europeus não escondiam a irritação com a atitude brasileira. Primeiro, pelo número de fazendas, considerado exagerado. Outra confusão foi o fato de cada estado ter feito uma lista separada. A própria missão diplomática do Brasil na UE confessou que não tinha como somar as listas. Com a atitude, o governo jogou de volta para os europeus o problema.
Não negociou, não atendeu o que foi pedido e agora a EU proibiu as importações a partir de amanhã.
O Ministério da Agricultura classificou, esta tarde, que a decisão européia de suspender, por tempo indeterminado, toda a importação de carne bovina brasileira, "é injustificável e arbitrária” . Sérá?
O Uruguai é quem sairá ganhando se as medidas solicitadas por um cliente de peso de nossas exportações não forem atendidas.
O resultado imediato do embargo à entrada de carne bovina brasileira na União Européia (UE), anunciado nesta hoje, será a pressão de baixa sobre os preços internos da arroba de boi gordo, avaliam analistas.
Isso porque as exportações para o bloco devem cair de forma significativa, sobrando mais carne no mercado interno, o que deve influenciar na formação do preço do produto. Apesar da paralisação do mercado de boi gordo para exportação, por enquanto os preços pagos pela arroba seguem praticamente estáveis entre R$ 75,50 e R$ 76, no interior paulista.

A incompetencia e a sede de alguns beneficiarão pelo menos durante algum tempo os consumidores brasileiros no preço da carne  já na qualidade não sei não.

criado por jrrsanchez    18:19:53 — Arquivado em: Sem categoria

29.1.08

Moralidade

As fontes da moral ocidental

Qualquer que seja a concepção de homem, comum a todas elas está o fato de que o comportamento humano se define enquanto tal porque pode ser julgado com base em determinados critérios de valor. Não é possível imaginar que a espécie humana, ao iniciar o seu progressivo afastamento das determinações de sua natureza biológica, atenta meramente para os requisitos de sobrevivência, não tenha formulado a questão do porque de agir de uma tal maneira, e não de outra. Por isso, o campo da moralidade é tão antigo quanto da existência do homem. Esse campo se define pela preocupação com a justificação da conduta humana, com a submissão dos impulsos e dos desejos e à vontade, que, por sua vez, mede o valor da ação praticada, os meios utilizados ao praticá-la e suas conseqüências.
O comportamento humano difere essencialmente do comportamento animal por ser autocontrolado. O comportamento animal é guiado pela exigência de realização imediata dos instintos, isto é, dos impulsos de natureza biológica e hereditária, razoavelmente inalterados ao longo da existência de cada espécie. Já o comportamento humano caracteriza-se por um gradativo aumento de controle de impulsos, em beneficio de um calculo das conseqüências decorrentes do que será feito. Embora compartilhando com todos os animais a tendência natural de fuga da dor e de busca do prazer, o comportamento autocontrolado do homem lhe permite suportar momentaneamente a dor, na esperança de uma recompensa futura, e adiar o prazer imediato, quando, avaliando dentro de uma perspectiva mais abrangente, julgar que este lhe acarretará, riscos ou prejuízos que não valeriam a pena.
Continuaremos a escrever sobre a moralidade.

criado por jrrsanchez    17:56:45 — Arquivado em: Sem categoria

28.1.08

As Aventuras do Senador Suplicy.

Só podia ser com ele.

No Iraque.
Nosso valoroso e incansável Sen. Eduardo Suplicy esteve no Iraque ( 16 e 17 de Janeiro) a convite da Assembléia Nacional daquele país para dar palestras sobre o seu assunto mais caro: Renda Mínima.
É claro que ele aproveitou para dar uma canja em Bagdá cantando “Blowin’n in the Wind” de seu maior ídolo, Bob Dylan. Suplicy declarou que ficou surpreso com o forte esquema de segurança que lhe foi dado. E voltou são e salvo sem nenhum incidente.

Mas, voltando ao Brasil ele foi à Praça da Sé.
Na sexta-feira, 25 de janeiro o Senador Suplicy foi assistir missa na Catedral de São Paulo em homenagem aos 454 anos da cidade de São Paulo. Sentou-se próximo ao Secretario de Segurança de São Paulo o Dr. Marzagão. Durante a coleta de doações ele tirou a carteira e ofereceu R$ 10,00.
Terminada a missa ele cumprimentou conhecidos, tirou fotos com fãs e foi tomar um café numa padaria em frente a Catedral, na Praça da Sé. Ao tentar pagar a conta ele deu falta da carteira.
Levaram a carteira dele com 200 euros, 500 dólares e 30 reais, além da carteira de motorista.
O Senador deveria saber que o forte esquema de segurança que lhe foi oferecido em Bagdá é mais importante aqui em São Paulo: para assistir uma missa ao lado das mais importantes autoridades do Estado de São Paulo e para ir tomar um café na padaria.
Até porque ele não foi a única vitima de furto. Uma religiosa de 66 anos que esteve na mesma delegacia informou que na fila da comunhão sentiu o furto em sua bolsa. Os meliantes levaram a frente de seu tocador de cd, um terço e R$ 50,00. Uma outra senhora também furtada durante a missa em estado de choque, não conseguiu dar declarações.

“Too much”. Pega ladrão!

criado por jrrsanchez    20:13:54 — Arquivado em: Sem categoria

24.1.08

Lobão, Lobinho e as laranjas.

Não é um conto de fadas.

Era uma vez um Senador chamado Lobão que tinha um filho chamado Lobinho.
Lobinho sempre gostou de laranjas, deve ter aprendido com o pai.
Certa vez, quando Lobinho já era crescidinho, confundiu uma LARANJA com uma empregada domestica.
Agora, Lobão foi chamado para o staff do Rei Leão e Lobinho quer substituí-lo no Conselho da Bicharada.
Um Quati, com estrela de xerife no peito, ficou sabendo da confusão de Lobinho com a laranja e a domestica. Resolveu investigar. O Quati ficou sabendo que (OESP):
1. Laranja: Reportagem da Veja revelou que Lobinho pode ter usado uma empregada doméstica como laranja na empresa Bemar, distribuidora da Schincariol (que já tinha aparecido em outra confusão com outro bicho), no interior do Maranhão;
2. Fraude na Prodamar: Lobinho também é suspeito de fraudes na Companhia de Processamento de Dados do Maranhão (Prodamar) que apagou 3 mil notas fiscais de 205 empresas, causando prejuízo de R$ 60 milhões entre 1993 e 1999 ao Estado.
3. Patrimônio; O patrimônio de Lobinho saltou depois que ele foi secretário de seu pai, Lobão no período que ele governou o Maranhão (1991-1994). De dono de padaria, passou a ser dono da segunda maior empresa de comunicação do estado.
4. Arrendamento de TV: O Ministério Publico no Maranhão investiga se a TV Difusora em Imperatriz de Lobinho foi irregularmente arrendada a uma ONG, o IDETEC (Instituto de Desenvolvimento Tecnológico), do Rio de Janeiro.
5. TV Pirata: Lobinho também é réu em processo que apura o funcionamento de emissora de TV clandestina em São Mateus do Maranhão, em 1999, que operava sem licença da Anatel.

O Quati contou o que soube. Agora, nem o partido dos lobos (mais conhecido como DEM) quer o Lobinho, e uma parte do Conselho da Bicharada acha que ele não pode substituir Lobão.

Lobão e Lobinho dizem que não sabem de nada.

Moral da estória: TAL PAI TAL FILHO!

criado por jrrsanchez    06:46:48 — Arquivado em: Sem categoria

23.1.08

Para que tudo volte a ser como era antes…

só falta voltar a 44.

Depois de seis meses no cargo nosso falastrão Ministro da Defesa (vide post desta coluna de 25/11/2007) conseguiu desfazer tudo aquilo que ele disse que ia fazer e não fez.
Para voltar tudo como era antes só falta atender a última das demandas das empresas aéreas: voltar para 44 pousos e decolagens de aviões comerciais por hora (hoje são 30).
Ou seja, não haverá mais espaço entre as poltronas, Guarulhos não terá a terceira pista, Congonhas volta a ser “hub” (centro de conexões e escalas), Congonhas volta a não ter limitação de destino, a definição do local e projeto para o terceiro aeroporto de São Paulo anunciada para Outubro do ano passado foi adiada para julho de 2009.
Alem disso, 43% dos vôos de Congonhas em Dezembro de 2007 sofreram atraso contra 36% em Dezembro de 2006.
Em sua posse o Ministro Jobim bravateou: “Aja ou Saia”.

E agora?

criado por jrrsanchez    08:47:30 — Arquivado em: Sem categoria

22.1.08

A teoria das cordas (string theory) pode explicar:

 

A energia escura

 

Um novo artigo do físico de Cambridge Stephen Hawking e Thomas Hertog do CERN sugere que sim. A principal explicação para a observada aceleração na expansão do universo é que existe uma substância, a energia escura, que preenche o vácuo e produz uma força uniformemente repulsiva entre quaisquer dois pontos no espaço – uma espécie de antigravidade. A Teoria Quântica de Campos permite a existência de uma tal tendência universal. Infelizmente, sua predição do valor da densidade da energia escura (um parâmetro conhecido como “constante cosmológica”) é cerca de 120 ordens de magnitude maior do que o valor observado. Em 2003, o cosmologista Andrei Linde da Universidade Stanford e seus colaboradores mostraram que a teoria das cordas permite a existência de energia escura, mas não especifica o valor da constante cosmológica. A teoria das cordas, acharam eles, produz um gráfico matemático com o formato de uma paisagem montanhosa, onde a altitude representa o valor da constante cosmológica. Após o Big Bang, o valor deveria se estabelecer em um ponto baixo, em algum lugar entre os picos e vales dessa paisagem. Porém, poderiam haver algo da ordem de 10500 pontos possíveis – com diferentes valores associados à constante cosmológica – e sem motivo lógico algum para que o universo escolhesse aquele que observamos na natureza. Alguns especialistas saudaram essa multiplicidade de valores como uma virtude da teoria das cordas. Por exemplo, Leonard Susskind da Universidade Stanford, em seu livro “A Paisagem Cósmica: Teoria das Cordas e a Ilusão de Projeto Inteligente”, argumenta que os diferentes valores da constante cosmológica seriam reais em mundos paralelos diferentes – os universos bolsões da teoria da “eterna inflação” de Linde. Nós apenas viveríamos em um onde o valor é muito pequeno. Mas os críticos vêm a paisagem como um exemplo da incapacidade da teoria de fazer previsões úteis. O artigo Hawking/Hertog pretende resolver este problema. Nele, o universo é visto como um sistema quântico no arcabouço da teoria das cordas. A teoria quântica calcula as chances de que um sistema evolua de uma certa forma, a partir de condições iniciais, por exemplo: fótons atravessando uma dupla fenda e atingindo um certo ponto no outro lado. Repete-se a experiência com freqüência suficiente e se verifica se as chances previstas eram corretas. Na formulação da teoria quântica de Richard Feynman, a probabilidade de um fóton atingir um determinado ponto é calculada adicionando-se todas as possíveis trajetórias para o fóton. Um fóton passa por múltiplas trajetórias de uma só vez e pode até interferir com suas outras “personas” durante o processo. Hawking e Hertog argumentam que o próprio universo também deve seguir múltiplas trajetórias ao mesmo tempo, evoluindo través de muitas histórias paralelas, ou “ramos”. (Esses universos paralelos não devem ser confundidos com aqueles da inflação eterna, onde múltiplos universos coexistem em um sentido mais clássico do que quântico). O que vemos no mundo atual seria um resultado mais ou menos provável do “somatório” dessas histórias. Em particular, a soma incluiria todas as possíveis condições iniciais, com todos os valores possíveis para a constante cosmológica. Porém, aplicar a teoria quântica a todo o universo – onde os observadores fazem parte da experiência – é arriscado. Desta forma, não se tem controle algum sobre as condições iniciais, nem se pode repetir, de novo e de novo, a experiência para obter uma significância estatística. Em lugar disso, o enfoque de Hawking-Hertog começa com as condições presentes e usa o que se conhece de nosso ramo do universo para traçar sua hsitória anterior. Mais uma vez, existirão muitos ramos possíveis, mas a maioria pode ser ignorada na “soma de histórias” de Feynman, porque elas são muito diferentes do universo que conhecemos, de forma que a probabilidade de passar de um para o outro é negligível. Por exemplo, diz Hertog, o conhecimento de que o nosso universo está muito próximo de ser plano, poderia permitir que nos concentrássemos em uma parte bem pequena da paisagem da teoria das cordas, cujos valores para a constante cosmológica sejam compatíveis com essa forma plana. Isso, por sua vez, poderia levar a predições que sejam experimentalmente verificáveis. Por exemplo, se poderia calcular se o nosso universo deveria produzir o espectro de fundo de microondas que atualmente observamos. (Physical Review D, artigo a ser publicado)

criado por jrrsanchez    09:36:16 — Arquivado em: Sem categoria

21.1.08

Mangabeira Unger

 

Um Ministro Perdido na Floresta

 

Encarregado de uma pasta que visa criar planos "a longo prazo para o país", o ministro Mangabeira Unger esteve essa semana na Amazônia. A idéia era encontrar soluções para os problemas da região, e, integrar a floresta ao restante do país. Nada muito diferente do que o Regime Militar propôs há quarenta anos atrás…

A viagem rendeu polêmicas durante todos os dias. De um lado ambientalistas e pesquisadores enfurecidos com as "propostas" do ministro. Do outro, políticos tentando sugerir diplomaticamente que tudo não passou de "um debate". O ministro queria fazer o país perder o medo de idéias…..

Fizemos um apanhado das melhores sugestões que surgiram durante a inspirada viagem:

1 - Transposição dos rios da Amazônia para o Nordeste.

2 - A adoção do ensino de uma segunda língua - e de uma segunda cultura - para todos os índios.

3 - Substituir a indústria de montagem da atual Zona Franca de Manaus, por indústrias de transformação. O que pode viabilizar, segundo o ministro, o desenvolvimento sustentável.

Enquanto o ministro debatia suas propostas, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) lançava um novo alerta. O desmatamento na floresta voltou a ser uma ameaça à região. Será vão surgir novas idéias para tentar resolver esse problema também?

(Juliana Arini)

criado por jrrsanchez    18:17:41 — Arquivado em: Sem categoria

19.1.08

A origem do universo

Um Guia para Entender a Questão do Criacionismo vs. Evolucionismo

Recentemente, o site de comércio eletrônico de livros Amazon.com publicou um roteiro de leitura para entender a questão da batalha entre o criacionismo e o evolucionismo, que reproduzimos abaixo. Infelizmente, a maioria dos livros sugeridos não tem tradução para o português, mas nos casos em que isto ocorre, o título da edição brasileira aparecerá entre parêntesis.

1º Passo: Leia livros sobre a filosofia da ciência

Religion and Science, Bertrand Russel
Introduction to Western Philosophy: Ideas and Argument from Plato to Popper, Antony Flew
The History of Western Philosophy, Bertrand Russel

2º Passo: Leia livros sobre o mito do criacionismo

Scientists Confront Creationism, Laurie Godfrey
Evolution and the Myth of Creationism: A Basic Guide to the Facts in the Evolution Debate, Tim M. Berra
Science and Creationism: A View from the National Academy of Sciences, by National Academy Of Sciences, Steering Committee on Science &. Creation
The Triumph of Evolution: And the Failure of Creationism, Niles Eldredge
Tower of Babel: The Evidence against the New Creationism, Robert T. Pennock
Abusing Science: The Case Against Creationism, Philip Kitcher
Intelligent Design Creationism and Its Critics: Philosophical, Theological, and Scientific Perspectives, Robert T. Pennock

3º Passo: Leia livros sobre os quatorze bilhões de anos de história do Universo e da história o homem

A Different Approach to Cosmology: From a Static Universe through the Big Bang towards Reality, Fred Hoyle
Big Bang: The Origin Of The Universe, Simon Singh
From the Big Bang to the Big Brain, John Dervin
Bye Bye Big Bang: Hello Reality, William C. Mitchell
The Big Bang Never Happened: A Startling Refutation of the Dominant Theory of the Origin of the Universe, Eric Lerner
The Theory of Everything: The Origin and Fate of the Universe, Stephen W. Hawking

4º Passo: Leia livros sobre o surgimento da vida na Terra

The Blind Watchmaker: Why the Evidence of Evolution Reveals a Universe Without Design, Richard Dawkins (O Relojoeiro Cego, Cia das Letras – R$54,50)
DNA: The Secret of Life, James D. Watson & Andrew Barry (DNA – O Segredo da Vida, Cia das Letras – R$75,00)
The Emergence of Life on Earth: A Historical and Scientific Overview, Iris Fry
Life’s Origin: The Beginnings of Biological Evolution, J. William Schopf
The Ancestor’s Tale: A Pilgrimage to the Dawn of Evolution, Richard Dawkins
Where Do We Come From?: The Molecular Evidence for Human Descent, Jan Klein & Naoyuki Takahata
The Structure of Evolutionary Theory, Stephen Jay Gould
What Evolution Is, Ernst Mayr
Evolution: The Triumph of an Idea, Carl Zimmer (O Livro de Ouro da Evolução, Ediouro – R$63,00)

5ºPasso: Leia livros sobre Biologia e Genética

The Journey of Man: A Genetic Odyssey, Spencer Wells
Mapping Human History: Genes, Race, and Our Common Origins, Steve Olson
Genesis `: The Evolution of Biology, Jan Sapp
Beyond the Gene: Cytoplasmic Inheritance and the Struggle for Authority in Genetics, Jan Sapp
Soul Made Flesh: The Discovery of the Brain–and How it Changed the World, Carl Zimmer

6º Passo: Leia este livro sobre a controvérsia entre Darwin e Lamarck

Lamarck’s Signature: How Retrogenes Are Changing Darwin’s Natural Selection Paradigm, Edward J. Steele et al.

7º Passo: Leia livros sobre as grandes extinções em massa do passado

When Life Nearly Died: The Greatest Mass Extinction of All Time, M. J. Bengton et al
Snowball Earth: The Story of the Great Global Catastrophe That Spawned Life as We Know It, Gabrielle Walker
Life on a Young Planet: The First Three Billion Years of Evolution on Earth, Andrew H. Knoll
Mass Extinctions and Their Aftermath, A. Hallam & P. B. Wignall

8º Passo: Leia livros sobre as causas dos colapsos das sociedades

The Collapse of Complex Societies, Joseph Tainter
Collapse: How Societies Choose to Fail or Succeed, Jraed Diamond

9º Passo: Leia livros sobre as questões de vida, morte ética sob as perspectivas humanista e cristã

The Moral Animal: Why We Are, the Way We Are: The New Science of Evolutionary Psychology, Robert Wright (O Animal Moral, Ed. Campus – R$65,00)
The Blank Slate: The Modern Denial of Human Nature, Steven Pinker (Tábula Rasa, Cia das Letras – R$59,90)
Why I Am Not a Christian: And Other Essays on Religion and Related Subjects, Bertrand Russel
Atheist Universe: Why God Didn’t Have A Thing To Do With It, David Mills
Atheism: The Case Against God, George H. Smith
Losing Faith in Faith: From Preacher to Atheist, Dan Barker
Farewell to God: My Reasons for Rejecting the Christian Faith, Charles Templeton
Science & Religion: An Introduction, Alister E. McGath
God After Darwin: A Theology of Evolution, John F. Haught

10º Passo: Leia livros sobre a história das religiões e das religiões nos EUA

(Obs.: Também para um brasileiro é interessante entender a história das religiões nos EUA, já que o movimento criacionista no nosso país é, em grande parte, espelhado nos movimentos criacionistas estadunidenses, e não na religião católica introduzida no período colonial)

The Dark Side of Christian History, Hellen Ellerbe
The Book Your Church Doesn’t Want You to Read, Tim C. Leedom
The Born Again Skeptic’s Guide To The Bible, Ruth Hurmence Green
The New American Empire, Rodrigue Tremblay

criado por jrrsanchez    10:30:39 — Arquivado em: Sem categoria

16.1.08

Crise? Talvez ele (a) seja egocêntrico (a).

Com a possível exceção de “o cachorro comeu meu trabalho de casa” não há melhor desculpa para justificar o mau comportamento humano do que “a crise da meia idade”.

 

Popularmente visto como um aspecto único no desenvolvimento da natureza da espécie humana surge supostamente quando a maioria de nós, finalmente já se descobriu, apenas para indicar que já perdemos a nossa juventude e que a morte já esta no horizonte.
Não há duvidas sobre isso, a vida na meia idade pode ser um desafio. Com os primeiros sinais de declínio físico e as questões e duvidas sobre as realizações pessoais e profissionais, é um milagre que a maioria de nós sobreviva.
Nem todos têm tanta sorte; alguns se prendem a um aparente impulso irresistível de fazer algo dramático ou mesmo estúpido. Tudo parece, ser justo no jogo da crise da meia idade: no trabalho, esposa, amante; pode escolher.
Há pouco, eu soube do caso de uma paciente cujo marido de quase 30 anos de casamento abruptamente disse a ela que ele se sentia “sem expectativas e não realizado” e começou a busca pelo autoconhecimento nos braços de outra mulher.
Não foi porque ele não a amasse, como ele disse a ela, ele simplesmente não achava mais o relacionamento excitante ou estimulante.
Talvez seja a “crise da meia idade” disse ela adicionando ironicamente, “seja lá o que for isto”.
Indignada e curiosa ela o seguiu uma tarde e ficou chocado que a amante de seu marido era essencialmente um clone mais jovem dela mesma, com o mesmo gosto de corte de cabelo e de roupas.
Não é necessário um psicanalista para entender que o marido queria voltar no tempo e começar de novo. No entanto isto não merece ser rotulado como “crise da meia idade”. Parece muito mais com a busca pela novidade e emoção do que a busca pelo autoconhecimento.
Conhecendo melhor o individuo, ficou claro que ele sempre foi egocêntrico e que ficou amargurado com a sua perda de vigor ficando severamente sensível e decepcionado. Esta é apenas uma das variedades de comportamento gerado pelo maior insulto que os narcisistas de meia idade nunca tinham enfrentado: envelhecer.
Mas, temos que admitir que “estou tendo uma crise da meia idade” soa muito melhor do que “eu sou um egocêntrico idiota tendo um colapso”.
Outro paciente, homem de 49 anos de idade no ápice de sua carreira advocatícia, começou um caso com uma colega do escritório. “Eu amo minha mulher”, ele disse “e não sei o que me possuiu”. Não demorou em se descobrir. Os primeiros cinco anos de seu casamento foram excitantes, estimulantes. “Era como se nós namorássemos todo o tempo”, ele relembrou saudosamente. Porem, quando eles tiveram um filho ele sentiu o indesejado sentimento de escravidão e de penosa responsabilidade em sua vida.
Estar na meia idade não tem nada a ver com uma situação difícil ou não desejada; foi exatamente isto que levou 49 anos para que ele chegasse onde ele teve que tomar em conta seriamente as necessidades de outra pessoa, ou seja, de seu filho recém nascido. Muito provavelmente o mesmo teria acontecido se ele tivesse sido pai aos 25 anos de idade.
Por que temos que rotular uma reação comum da espécie masculina ao desafio da vida – tédio da rotina – como uma crise? É verdade que os homens geralmente procuram mais novidades do que as mulheres, porem eles podem certamente decidir o que fazer com seus impulsos.
Certamente alguém teve uma legitima “crise de meia idade”. As pessoas rotineiramente enfrentam questões como: “O que posso esperar do resto da minha vida?” Ou “Isto é tudo que existe?”.
Claro. Porem apenas uma seleta minoria pensa que isto se constituí em uma crise.
Em 1999, a Fundação MacArthur Foudation estudou o desenvolvimento da meia idade pesquisando 8.000 americanos entre 25 e 74 anos de idade. Enquanto todos reconheciam o termo “crise de meia idade” apenas 23% dos pesquisados relataram ter tido uma. E apenas 8% consideraram suas crises como relacionadas com o envelhecimento; os 15% restantes consideraram que as crises foram resultado de eventos específicos da vida. Surpreendentemente, a maioria das pessoas relatou um aumento na sensação de bem estar e de contentamento na meia idade.

Então o que mantem o mito da “crise da meia idade”?

Em minha opinião o principal culpado é a nossa cultura orientada obcecadamente para a juventude o que torna uma virtude a busca implacável pela auto-renovação.
Abundam na mídia estórias de pessoas que pretendem reconquistar sua juventude largando seus cônjuges, abandonando seus empregos ou deixando suas famílias. Quem pode resistir?

A maioria das pessoas na meia idade torna-se tal, se tivermos que acreditar em uma pesquisa definitiva.
Com exceção, é claro de poucos – principalmente de homens, existe a concordância que a “crise da meia idade” é uma abreviação socialmente aceitável para o que você faria ao despertar e descobrir que você não tem mais 20 anos.

Tradução do colunista do artigo de Richard A. Friedman – Prof de Psiquiatria do Weill Cornell Medical College – Publicado no “The New York Times de 15 de Janeiro de 2008”.

criado por jrrsanchez    14:23:20 — Arquivado em: Sem categoria

15.1.08

Meganegócio e outros megas

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A Oi/Telemar agiu em função de já esperado decreto presidencial que a beneficie
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JANIO DE FREITAS

A VESTIMENTA técnica do caso, que afasta as atenções da opinião pública, está protegendo-o do destino merecido: um escândalo com proporções e efeitos políticos incalculáveis, por afetar a própria Presidência da República, entre as partes de um negócio de R$ 4,8 bilhões.
Dito da maneira mais simples, trata-se da anulação de um dispositivo de lei para permitir a compra, até agora proibida, de uma empresa telefônica por outra -como foi noticiado nos últimos dias, a partir de informação divulgada pelo jornalista Lauro Jardim. Mas, se mesmo aí já existe o bastante para questionar a motivação e as conseqüências, nesse caso, do poder de legislar, os ingredientes que acasalam o meganegócio e o governo são inconciliáveis com a probidade.
Para começar, a transação foi negociada, para a compra da Brasil Telecom pela Oi (ex-Telemar), sob o regime legal que proíbe tal negócio, nos termos do Plano Geral de Outorgas, decretado em 1998. Para que possa efetivar a compra, sem estabelecer uma situação monopolista, conforme a lei em vigor a Oi/Telemar precisaria abrir mão da sua concessão. Ou seja, da área de telefonia fixa que inclui Minas e Rio, daí segue para todos os Estados do leste e do Nordeste, e vira para o Norte todo até a divisa do Amazonas com o Acre.
Em troca dessa vastidão, a Oi/Telemar ficaria, por compra, com a área da Brasil Telecom que abrange os três Estados do Sul e o Centro-Oeste. Uma permuta esquisita.
Como não pretende abrir mão de sua área, ao estabelecer negociações com a Brasil Telecom, a Oi/Telemar, obviamente, agiu em função de já esperado decreto presidencial que a beneficie com a anulação do impedimento de acumular novas áreas.
As conseqüências de tal decreto não se limitam, porém, a produzir a anulação indispensável à Oi/ Telemar. Se somadas as concessões dessa empresa e as da Brasil Telecom, estabelece-se o domínio da Oi/Telemar sobre a telefonia fixa em todo o país, com exclusão de uma só área -São Paulo, da Telefônica, excetuada uma pequena região do Estado.
A contribuição questionável do governo vai em frente. Também com o amparo financeiro para a pretendida compra. Do valor de R$ 4,8 bilhões em que as duas empresas concordaram, os dois acionistas que seriam majoritários na supertelefônica aplicam R$ 2 bilhões, meio a meio. Por determinação da Presidência da República, o BNDES entrará como financiador dos dois controladores da compra.
O BNDES que agora mesmo pediu ao governo um crédito de R$ 30 bilhões para os projetos, sobretudo industriais e de infra-estrutura, que buscam o seu financiamento. O BNDES que é sócio da Oi/ Telemar, na proporção de 25% do capital da empresa, mas que não está chamado à operação para usar seus recursos na melhoria ou, no mínimo, na defesa de sua participação proporcional. Seus recursos serão para benefício alheio. Como acionistas das duas empresas, fundos de estatais, por sua vez, receberam orientação da Presidência da República para desprezar quaisquer restrições e apoiar o negócio.
O governo foi surpreendido pela notícia da transação que patrocina. Interessados no negócio, não citados nominalmente, teriam dado, em seguida, a curiosa explicação de que o propósito do governo "seria [também no condicional] criar uma grande empresa nacional para competir com gigantes do setor". Competir onde e fazê-lo para quê? O Brasil não tem nenhuma necessidade social, econômica ou política de entrar nesse tipo de competição. E, se entrar, nada promete que o simples tamanho monopolista da Oi/Telemar lhe dê condições reais de competição mundial.
Embora desnecessária, diante das peculiaridades impróprias do negócio, uma razão adicional desaprova o patrocínio que lhe é dado pela Presidência da República. A Oi/Telemar foi a empresa que pôs R$ 5 milhões no capital de uma firma para viabilizá-la: a Gamecorp de que Fábio Luiz Lula da Silva é sócio. Nem importa o grau de pureza que haja ou falte no modo como se deu a formação financeira da Gamecorp. Em qualquer caso, a probidade estará negada na mudança da lei para possibilitar um meganegócio à empresa que fez sociedade, reprovável ou não, com um filho do presidente da República. Ainda que não seja na telefônica, nem por isso a Oi/Telemar é menos sócia de Fábio Luiz Lula da Silva.
Ao entrar com quase todo o capital que viabilizou a Gamecorp, a bilionária Telemar, hoje Oi, deu à estranheza geral a resposta de que viu um "negócio promissor". Será muito mais do que imprudência, se o presidente da República fizer o que possa ser visto como confirmação daquela resposta.

criado por jrrsanchez    17:17:12 — Arquivado em: Sem categoria

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