Coluna do José Roberto

análises e comentários sobre temas da atualidade e sobre filosofia contemporânea por José Roberto Ramos Sanchez

29.11.07

Luz no fim do tunel

Jovens consideram que a corrupção é a principal causa dos problemas socias brasileiros 

 

Os jovens acreditam que a principal causa dos problemas sociais no Brasil é a corrupção na vida pública, segundo mostra a pesquisa do Unicef que traçou o perfil da participação política e social dos adolescentes no país. A participação direta na comunidade é o que atrai a maioria dos jovens, que estão desencantados com a política partidária.
Dezesseis por cento dos jovens brasileiros fazem algum tipo de trabalho para ajudar a sociedade; outros 48% gostariam de colaborar, mas dizem que não encontram espaço.
O segundo problema que mais preocupa os jovens surpreendeu os pesquisadores: foi a primeira vez que a discriminação racial apareceu com tanta força, mencionada por 17% dos jovens. O terceiro maior problema, com 15%, é a falta de segurança pública.
- Essa pesquisa mostrou muito claramente que eles estão sintonizados com os principais problemas do país - avalia o representante do Unicef, Mario Volpi.
Os jovens também falaram sobre educação, saúde e emprego. Para conseguir sucesso na vida, 49% disseram o que mais importante é a escolaridade, e 47% apontaram a oportunidade de emprego como prioridade.
Dos jovens empregados, 38% trabalham com carteira assinada, mas a grande maioria (59%) está no mercado informal. Quarenta por cento dos jovens entrevistados declararam que estão trabalhando. Outros 25% estão procurando emprego e 33% não têm ocupação, mas pretendem trabalhar mais tarde.
Quanto á saúde, os problemas mais críticos mencionados são a dependência de drogas (28%) e a Aids (26%).

criado por jrrsanchez    12:42:56 — Arquivado em: Sem categoria

26.11.07

O Parceiro de Lula e Amorim.

Um desrespeitoso caudilho criador de casos.

1-Com a Colombia

O presidente colombiano, Alvaro Uribe, acusou neste domingo (25) seu colega venezuelano, Hugo Chávez, de querer instaurar na Colômbia um governo da guerrilha das Farc, dentro de seu propósito de "incendiar" e "se expandir" pelo continente."Suas palavras e suas atitudes dão a impressão de que você não está interessado na paz da Colômbia, mas em que a Colômbia seja vítima de um governo terrorista das Farc", disse Uribe, ao responder ao anúncio de Chávez de "congelar" as relações com Bogotá.
"Nós precisamos de uma mediação contra o terrorismo e não de legitimadores do terrorismo", acrescentou Uribe sobre sua decisão de excluir Chávez da busca de uma troca de 45 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) por 500 rebeldes presos. Durante uma intervenção na localidade caribenha de Calamar (norte), Uribe destacou que o presidente venezuelano "está fomentando um projeto expansionista no continente" que "não tem entrada na Colômbia".
"Não se pode incendiar o continente como você faz, falando um dia contra a Espanha, outro dia contra os Estados Unidos, maltratando um dia o México, no dia seguinte o Peru e, na outra manhã, a Bolívia", acrescentou.
"Não se pode maltratar o continente e incendiá-lo como você faz, falando de imperialismos, quando você, baseado em seu orçamento, quer montar um império", completou Uribe.

"Já tínhamos encontrado uma forma para chegar ao acordo humanitário. Estou muito seguro de que conseguiria lográ-lo, e meio mundo nos apoiava, organizações internacionais, governos da América Latina, da França, a União Européia, China", disse Chávez.

Ao afastar Chávez, Uribe afirmou que o líder venezuelano passou do limite ao comentar com um general colombiano sobre os reféns. Chávez, por sua vez, atribuiu o seu afastamento à pressão americana e da elite colombiana sobre o presidente Uribe.

2- Com a Espanha
"Até que o rei da Espanha se desculpe, congelo as relações com a Espanha", sentenciou o presidente venezuelano, sem indicar as conseqüências específicas no nível das relações diplomáticas.
"Vocês me puseram aqui e assim eu sou. E estou certo de que estou representando a maioria dos venezuelanos, de que temos dignidade, coragem, amor", acrescentou o governante.
A secretária espanhola de Estado para a América Latina, Trinidad Jiménez, informou que se reunirá com o embaixador da Venezuela em Madri, Alfredo Toro Hardy, para requisitar uma explicação depois de Chávez ter dado a declaração sobre o congelamento no domingo.
Na mesma oportunidade, o presidente da Venezuela anunciou também o congelamento das relações com a Colômbia porque este país decidiu não mais permitir que Chávez negociasse a libertação de reféns com um grupo guerrilheiro colombiano.
As relações da Venezuela com a Espanha ficaram tensas pouco depois de o rei Juan Carlos ter mandado Chávez se calar durante a última Cúpula Latino-Americana. O presidente da Venezuela exigiu um pedido de desculpas.
"O mesmo vale para a Espanha. Enquanto o rei da Espanha não se desculpar, eu manterei congeladas as relações com a Espanha porque aqui há dignidade", afirmou Chávez no domingo, reiterando a exigência de um pedido de desculpas.
Jiménez telefonou na segunda-feira de manhã para o embaixador da Venezuela, com quem deve se reunir à tarde. Mas o diplomata já adiantou que a declaração de Chávez "não acrescenta nada de novo", segundo afirmou a Secretaria de Estado.

criado por jrrsanchez    14:13:12 — Arquivado em: Sem categoria

22.11.07

As perolas dos gestores da cultura.

E todos acreditam na Cultura para o desenvolvimento.

 
Para comemorar o dia de Zumbi, a secretaria de Cultura de São Paulo encheu a capital de banners com fotos de grandes personalidades negras, entre elas a do escritor Mário de Andrade, autor de “Macunaíma”, “Paulicéia Desvairada” e um dos agitadores da Semana Cultural de 22. Ontem a colunista Mônica Bérgamo, da Folha, revela que a tal foto do banner é falsa. "Eu conheci o Mário de Andrade. Não é ele, uai! Eu olho e vejo que não é", afirma o crítico literário Antonio Candido. A secretaria municipal de Cultura foi avisada do engano, mas não fez a correção. O secretário estadual de Cultura, João Sayad, disse que “deve ser ele [Mário de Andrade]”. Ainda que a foto não seja do escritor, Sayad acha que "é ótimo que crie polêmica, porque chama a atenção". Chamar a atenção usando uma fraude é um desrespeito á inteligência dos outros.

criado por jrrsanchez    21:15:07 — Arquivado em: Sem categoria

21.11.07

Inocência ou incompetência de nosso Chanceler.

 

Ou seria má fé. A duvida permanente.

Existe uma lista de posições do Itamarati liderada pelo Chanceler Amorim contrarias aos interesses do Brasil. Agora, nosso Chanceler defende a entrada da Venezuela no Mercosul.
Em outra oportunidade analisarei as rupturas na democracia venezuelana na gestão de Chavéz. Por si só elas já seriam fator impeditivo da admissão da Venezuela no bloco.
A questão é que sob a presidência de Chavéz não se pode esperar que a Venezuela irá respeitar contratos. As condições econômicas para a entrada da Venezuela no bloco são alem de tudo muito mais vantajosas para eles do que para o Brasil ou para os outros membros.
O Chanceler Amorim sempre nos deixa na duvida quanto a sua inocência, inteligência frente as suas posições esquerdistas pueris, incompatíveis com nossos interesses. Vide o exemplo da negociação com Evo Morales. Graças a negociação liderada por ele estamos vivendo esta crise de energia. Ele defendeu mais os interesses da Bolívia do que os nossos.
Ontem ele elaborou a seguinte pérola: “… ( a entrada) será boa para a Venezuela porque o convívio com as democracias do mercosul ajudará a consolidar ainda mais o esforço democrático da Venezuela” (sic).
Parece que ele não conhece o perfil de Chavéz. O mesmo que constantemente está colocando Lula de saia justa e outras autoridades brasileiras em situação constrangedoras, como em Manaus. O mesmo Chavéz que conhece a força dos seus petrodolares e que defende que ele deve ser usado como arma política, como fez na OPEP a semana passada.
O presidente da Venezuela não esconde de ninguém que ele quer entrar no mercosul para muda-lo. Nosso chanceler não informa quais as mudanças que ele pretende e nem como elas impactariam os interesses brasileiros.
Alem disto como podemos aceitar membros no bloco econômico que não se entende com o “império decadente” e cria conflitos gratuitos com a Espanha, um de nossos principais parceiros comerciais.

Nossos representantes não podem e não devem aprovar a entrada da Venezuela no bloco dentro desta atmosfera. Será conflito e decepção econômica para os atuais membros.

criado por jrrsanchez    12:42:11 — Arquivado em: Sem categoria

16.11.07

Parecia impossível, mas, pode ser pior.

Gilberto Gil informou que vai deixar o MinC .

Eu escrevi nesta coluna em 13 de agosto os ( não) feitos do Ministro Gil à frente do ministério. Agora, os “aspones” de Lula plantaram na imprensa a possibilidade do Sr. Francinato Luiz de Aguiar ser o substituto de Gilberto Gil no Ministério da Cultura.
Parece inacreditável. E a noticia não foi desmentida até agora.
O Senhor Francinato é mais conhecido com FRANK AGUIAR. Cantor e Compositor piauiense de forró “pós-moderno”.
Entre suas canções estão incluídas algumas pérolas:
• Melô dos Córnos (1995)
• Eu e tu, mais eu, nóis dois juntos é uma merda só (1996)
• Meu marido não levanta mais (1998)
• Bota mais uma (1998)
• Comendo água (1998)
• Hino da loiras (2000)
• Capô de fusca (2000)
• Mijados com mijados (2000)
• Melô do pitbull
• Passe a mão no rabo dela (2003)
• Pega, pega, come, come (2004)
• Vamos arrochar (2005)

É um assombro merecermos a possibilidade de termos um Ministro da Cultura com esta discografia e além de tudo muito amigo do presidente.
Ah, em sua composição “O hino das loiras” ele escreve:

“Loira não é burra, só não gosta de pensar”.

Impressionante!

E tudo isto só vai terminar em 2010, isto se não houver terceiro mandato (Melô tudo).

criado por jrrsanchez    13:13:22 — Arquivado em: Sem categoria

14.11.07

O atual Min da Defesa assumiu em 25 de Julho.

O que mudou?

O nosso Ministro da Defesa, o falastrão Nelson Jobim assumiu com carta branca.
Afora suas ações e declarações “midiaticas” praticamente nada mudou.
Ainda tenho esperanças que as declarações do Sr Zuanazzi ao deixar a ANAC não tenham fundamento. Mas, confesso que não estou seguro nem na minha esperança, nem em voar.
Os últimos dias foram marcados pela confusão gerada pelo cancelamento das operações da BRA agravadas pelas condições meteorológicas adversas em São Paulo e Rio de Janeiro. SP e RJ fecharam 3 a 4 vezes  em algumas datas. Decolava-se sem saber se o destino seria Congonhas ou Guarulhos ou Santos Dumont ou Tom Jobim.
O surpreendente é que o Ministro Jobim “das Selvas” em meio aos desconfortos destes dias alerta que o fim de ano será de dificuldades não só para os passageiros da BRA, mas, para todos e, espera que as condições metereológicas não piorem a situação.
A expectativa dele é que as coisas possam melhorar em Março (depois das férias e é claro depois do carnaval). Parece mais uma esperança do que o resultado esperado por um bem elaborado plano de ação.
O Ministro começou dizendo: “quem não faz tem que sair” sem mencionar o nome de seu antecessor Waldir Pires. E olhe que já tem gente achando que devíamos pedir desculpas a ele.
O atual Ministro começou exigindo mais conforto para seus 1.90m de altura ( parece que já desistiu, agora usa os jatinhos da FAB) e mais segurança para os aeroportos, principalmente o de Congonhas.
Proibiu-se que CHG continuasse a ser “hub” das empresas aéreas, limitando as decolagens para destinos para até 1 hora de vôo. Logo as pressões das cias. Aéreas foram atendidas e passou-se a autorizar vôos com destinos de até 1.000 kms.
Não satisfeitas utilizando brechas oferecidas pelas normas e com a tolerância da INFRAERO e da ANAC as empresas aéreas desenharam uma malha aérea que na pratica ainda mantém CHG como “hub” através de destinos fictícios que na verdade são escalas (que ninguém sobe e nem desce), permitindo destinos superiores a 1.000 kms.

Agora o Ministro anuncia que esta autorizando decolagens de CHG para destinos de 1.500 kms, certamente para atender as pressões políticas e econômicas. Estas pressões partem do PT, Lula, Jaques Wagner e da industria de turismo da Bahia que se sente prejudicada (com as “medidas de segurança” adotadas para as operações em CHG).

A criada área de escape da pista de CHG já foi reduzida, OP’s por funcionários da INFRAERO e PF, continuam, cancelamento das operações ( e sua precariedade) da BRA surpreenderam as autoridades, queda de um Learjet (com indícios de falha mecânica) e de 3 helicópteros (pelo menos um em situação irregular, piloto com autorização vencida), horas de espera dentro das aeronaves em CHG, aguardando decolagem, incidente com o vôo da TAM de Palmas para BSB cujo alarme anti colisão indicou esta possibilidade (negada pela FAB), Ministro da Defesa liderando acordo com o dono da Oceanair ( com quem a Petrobras e o Governo tem um enorme contencioso), denuncias de coação aos controladores, pilotos e mecânicos para não reportarem problemas, as operações de CHG voltando ao que eram, sem falar que as poltronas continuam as mesmas.

Mas, um jatinho da FAB na véspera do feriado prolongado de finados pousou em Porto Seguro tendo a bordo o Ministro Jobim. O ministro hospedou-se na casa de praia do ex-presidente do Banco Central Francisco Gros em Porto Seguro. Oficialmente o ministro Jobim informou que havia marcado inspeções nos aeroportos de Porto Seguro e Ilhéus (servidor exemplar).

Não sei não.

Os discursos continuam…Agora, o realizar…

Continuamos aguardando Segurança, Conforto, Pontualidade, Respeito.

criado por jrrsanchez    20:33:07 — Arquivado em: Sem categoria

12.11.07

Não se perde o que não se tem

 Por KÁTIA ABREU

Artigo muito interessante sobre a chantagem e ameaças que estamos sofrendo em nome da incompetencia, corrupção e impunidade.

"A QUESTÃO da votação da CPMF, com o presidente da República alegando solenemente que o Tesouro não pode perder R$ 40 bilhões, é um dos mais insólitos episódios e Deus queira que não seja igualmente desastroso da nossa história republicana.
Ora, esses lamentados R$ 40 bilhões simplesmente não existem. Não deviam ser considerados nem mesmo como presunção, pois se referem, como diz o nome, a uma "contribuição provisória" que simplesmente deixará de existir na data prevista na Constituição, 31 de dezembro de 2007.
Em dez anos, já rendeu R$ 209,4 bilhões, cumpriu seus objetivos. Hoje, as circunstâncias são outras. Sem falar que há excesso de arrecadação federal -muito dinheiro em caixa e que as finanças da República nem chegarão a pestanejar se deixar de entrar esse dinheiro, pois a arrecadação de outros impostos o compensam fartamente.
Estou fazendo essas descobertas enquanto me preparo para produzir meu parecer sobre a prorrogação da CPMF, a mais importante decisão do Senado neste final de 2007, na Comissão de Constituição e Justiça.
Disposta a honrar essa incumbência, estou ouvindo dia e noite economistas, financistas, tributaristas, ministros. Nada me impressionou mais do que verificar uma confissão formal do próprio governo na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), em cujo artigo 100 está exposto um caso típico do caminho das pedras da anedota, em que há dinheiro novo em quantidades superiores à própria arrecadação da CPMF para pagar o Bolsa Família, sustentar a saúde e até o PAC.
Tenho sido implacável com os especialistas que consulto. Aproveitando, reclamando o benefício da minha condição de leiga, faço até as perguntas mais elementares para que, na qualidade de representante do povo, meu julgamento político seja conseqüente. Não sou técnica, seria ridículo se improvisasse em tão pouco tempo. Por isso, peço aos consultores que me expliquem causas e efeitos e examinem as hipóteses possíveis e me comporto disse-me um deles que aplico o método socrático de questionamento, fiquei orgulhosíssima! como uma inquisidora atenta e responsável. A essa altura, já estou certa de que terei condições de concluir objetivamente meu parecer, recomendando aos meus colegas senadores da República que derrubem a CPMF. Conscienciosamente.
Minha exposição terá três tempos bem definidos. Não vou antecipá-los agora, mas verifico que estão na rua, bem identificados pelos brasileiros.
No fim de semana, estava nos jornais a atriz Fernanda Montenegro, com sua dignidade austera de cidadã que tanto nos orgulha, dizendo, em meio a uma entrevista sobre sua próxima peça (quando viverá Simone de Beauvoir, ao lado de Sérgio Britto, que fará Sartre), que 30% de tudo que ganha com seu trabalho vai para o governo em forma de impostos.
O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário diz precisamente que são 36% do PIB, equivalente a R$ 907,3 bilhões. Trocando em miúdos: os brasileiros, em 2007, trabalharão quase cinco meses para pagamento de impostos. Pagamos duas vezes mais que no México, na Coréia do Sul e no Chile, nações comparáveis ao nosso estágio de desenvolvimento, enquanto nos aproximamos da média de 38% dos países industrializados. Ou seja, ganhamos como pobres, pagamos como ricos.
Enquanto isso pretendo começar por aí a segunda parte do relatório, mostrarei que o governo esbanja o dinheiro que arrecada, sem fazer a menor economia, com 36 ministérios, 115 empresas estatais e 24 mil cargos de confiança, dos quais 18 mil são ocupados por "companheiros do PT" sem a devida qualificação técnica e que recolhem uma porcentagem (no caixa do Tesouro) para o partido.
Por aí, estou firmemente convencida de duas coisas: basta de tantos impostos e é preciso reorganizar e racionalizar a cobrança dos que existem para que custem menos aos pobres que aos ricos (ao contrário da perversão atual), revertendo a condição de 48% de todos os tributos serem incidentes sobre o consumo e, principalmente, não onerando tanto a produção, desestimulando a criação de empregos. Noutras palavras, espero oferecer argumentos para que se faça urgentemente uma reforma tributária.
Tenho muito orgulho dessa grande tarefa que o Senado Federal me confia já no primeiro ano de mandato como representante do Tocantins. Vou honrá-la. "

KÁTIA ABREU, 45, formada em psicologia, é senadora da República (DEM-TO). Na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, é a relatora da proposta de emenda constitucional que prorroga a CPMF.

criado por jrrsanchez    12:04:09 — Arquivado em: Sem categoria

9.11.07

Nível de corrupção no Brasil é o pior em dez anos,

Nível de corrupção no Brasil é o pior em dez anos, afirma Bird

O "companheiro" Lula vai dizer que não sabia

SÉRGIO DÁVILA
da Folha de S.Paulo, em Washington
O nível de corrupção no Brasil é o pior em dez anos, segundo relatório anual de governança produzido pelo Banco Mundial (Bird) e divulgado ontem. De acordo com o levantamento, o país está em nível inferior ao que se encontrava quando a entidade multinacional começou a fazer esse estudo, em 1996.
As melhoras observadas entre 1998 e 2000 (segundo mandato de FHC) e 2002 e 2003 (eleição e primeiro ano de mandato de Lula) foram anuladas pelos resultados dos últimos três anos. O estudo é feito pelo Instituto do Banco Mundial, ligado ao Bird, e classifica 212 países e territórios de acordo com o desempenho em seis itens.
Para tanto, leva em conta dados fornecidos por 33 fontes internacionais. No caso brasileiro, foram 18 as entidades ouvidas para a classificação do país, entre elas o centro de estudos de opinião chileno Latinobarómetro, a consultoria britânica Economist Intelligence Unit e o instituto de pesquisas norte-americano Gallup.
Das seis categorias –controle de corrupção; capacidade de ser ouvido e prestação de contas; eficiência administrativa; qualidade regulatória; estado de direito; e estabilidade política e ausência de violência–, o Brasil só melhorou na última no período 2005-2006, em comparação com o período anterior.
"Nos últimos anos, o Brasil parece ter experimentado alguma deterioração em várias dimensões de governança", escreveu à Folha, por e-mail, Daniel Kaufmann, um dos autores do relatório. O controle de corrupção é definido pelo Bird como "a medida da extensão com que o poder público é exercido para ganhos privados, incluindo tanto pequenas quanto grandes formas de corrupção, assim como o ’seqüestro’ do Estado por elites e interesses privados".
Reação negativa
A divulgação do relatório causou uma grita entre os países mal-avaliados, muito por conta do recente escândalo que envolveu a própria instituição responsável pelo estudo. No mês passado, o então presidente do Bird, Paul Wolfowitz, pediu demissão por ter protegido durante sua gestão uma namorada também funcionária do banco.
Ex-número 2 do Pentágono durante o governo Bush, Wolfowitz é um dos arquitetos da Guerra do Iraque e fez do combate à corrupção sua bandeira à frente do Bird, que empresta US$ 23 bilhões por ano. "Não estamos querendo ganhar um concurso de popularidade", disse Kaufmann ao jornal econômico "Financial Times".
Kaufmann foi um dos funcionários graduados do Bird a assinar uma carta durante o Escândalo Wolfowitz dizendo que a crise colocava em jogo a credibilidade do banco. No relatório de ontem, ele e os outros dois autores, Aart Kraay e Massimo Mastruzzi, tomam precauções extras para relativizar os achados.
Os resultados não são levados em conta pelo banco na hora de liberar ou não um empréstimo para um país, diz o texto, e os números "refletem uma compilação estatística" feita em diversas instituições e "de maneira alguma refletem a posição oficial do Banco Mundial, de seus diretores executivos ou dos países que [o Bird] representa."
Feitas as ressalvas, Kaufmann acredita que a corrupção ainda é um dos principais problemas enfrentados pelos países: "O custo da corrupção mundial é estimado em US$ 1 trilhão por ano, e o ônus da prática recai de maneira desproporcional sobre o bilhão de pessoas que vivem em extrema pobreza".

criado por jrrsanchez    08:16:37 — Arquivado em: Sem categoria

5.11.07

As prioridades de nossas autoridades.

 

Uma agenda que só interessa a eles.

Temos pela frente inúmeros desafios: barril de petróleo a 100 dólares ou mais, racionamento de gás, novo apagão de energia elétrica, apagão aéreo, crise financeira internacional (“sub-prime”), escalada do nível de criminalidade, trafego de drogas e de corrupção, déficit de infra-estrutura que limita o crescimento econômico, serviços públicos inadequados, entre outros determinantes de crises socioeconômicas.

As prioridades:

Executivo: “Plantar” a possibilidade de 3º mandato para o Presidente Lula, aumentar arrecadação de impostos, aumentar as despesas de custeio (Financiando partidos, no dando é que se recebe), ser exemplo de corrupção e impunidade, governar e legislar por MP’s, achar que planejamento de longo prazo é perda de tempo (e que não elege ninguém), crescimento econômico sem investimento em infra-estrutura e mais importante, se manter no poder (inclusive com bolsas diversas).
Alem de: Copa do Mundo, TV Publica, Banco do Sul, entre outras bobagens.

Legislativo: ”Defender” corrupção, corruptos e corruptores, chantagear o executivo para a aprovação das MP’s ainda que contra os interesses de seus eleitores, se re-eleger.

Judiciário: Fazer o que os outros poderes não fazem. Julgar pelo impacto socioeconômico e não pela essência das leis (quando conveniente).

É este o modelo de governo pelo qual você trabalha mais de 140 dias por ano para sustentar. E eles acham que tudo está muito bem em função da “gestão” deles.

Cabe-nos confirmar se é verdade e se isto é o que realmente queremos. Enviem seus comentários para aqueles que vocês elegeram. Sem isto vamos continua onde estamos, na…..!

criado por jrrsanchez    12:55:14 — Arquivado em: Sem categoria

1.11.07

Existe lugar no topo para executivos negros?

NYTimes 01 Nov 07

Os executivos são um estudo de contrastes. Um é um frio tomador de riscos que com seu esforço saiu de fazenda de algodão do Alabama ao numero de uma das maiores corretoras de Wall Street. O outro fez sua marca como um construtor de consenso que alavancou vínculos com uma dos mais poderosas famílias da América para liderar a maior empresa de mídia do mundo.
E. Stanley O’Neal, 56, da Merrill Lynch e Richard D. Parsons, 59, da Time Warner, estão associados em nossa imaginação como dois executivos que ajudaram a reescrever história por quebrar barreiras culturais e passando a conduzir empresas listadas entre as Fortune 500. Mr. O’Neal aposentado sob pressão esta semana após, uma abordagem de fusão não autorizado com um banco rival e de ter reconhecido um prejuízo $ 8,4 bilhões, que resultou em uma perda global de US $ 2,3 bilhão no trimestre. O contrato do Mr. Parsons com a Time Warner expira em Maio, e ele tem estado sob pressão para ceder as rédeas ao presidente da Time Warner, Jeffrey L. Bewkes, que segundo analistas esta disposto a acelerar mudanças incluindo a saída de negócios, tais como a AOL e a Time Warner Cable.
Junto com as reflexões sobre os seus legados, suas situações levam a um debate sobre se as suas realizações teriam ajudado a nova geração de executivos negros a quebrar barreiras para enfrentar a busca de postos chave nas organizações. Indústria e observadores de direitos civis dizem que a demissão do Mr. O’Neal’s espalhou uma luz sobre a escassez de Afro-americanos nas chamadas posições de nível C nas organizações, sublinhando ao mesmo tempo em que medida executivos e conselhos de administração permanecem sendo bastiões do sexo masculino e da raça branca.
O tema da raça tem provado ser delicado para executivos Afro-americanos, muitos dos quais preferem serem vistos –como se -pelo menos publicamente - "um executivo que por acaso é negro”.Eles conquistaram a posição através de seu trabalho árduo, dizem, e devem ser julgados pelos seus méritos.
"Temos demonstrado que podemos gerir empresas e, em muitos casos, geri-las muito bem", afirma Marc Morial, presidente da National Urban League, uma organização sem fins lucrativos de direitos civis. "Existe uma abundância de Afro-americanos de talento no mercado. A minha esperança é que eles tenham a sua chance de crescer e assumir o comando. "
O principal executivo da StarCom, Renatta McCann, disse: "As vitórias de líderes como Stanley O’Neal e Richard Parsons ambos são simbólicas e transformacional."
Dito isto, acrescentou ela. "Ainda temos de chegar a um ponto em que o fluxo organicamente se regenere. Temos de conseguir dinâmica e velocidade, e conseguir escala para torná-la sustentável”.
Para confirmar, diretores executivos Afro-americanos presidem várias grandes empresas, incluindo a American Express (Kenneth I. Chenault), Aetna (Ronald A. Williams), Darden Restaurantes (Clarence Otis Jr.), Sears (Aylwin B. Lewis) e Symantec (John W. Thompson). Vários Afro-americanos também ecercem posições de destaque na Fortune 500,em empresas como a General Electric (Lloyd G. Trotter), McDonald’s (Don Thompson), a Boeing Company (James A. Bell) e Xerox (Ursula Burns) .
Embora alguns críticos tenham esta semana levantado questões de raça na demissão do Mr. O’Neal, analistas e aqueles com conhecimento da Merrill, dizem que não foi o caso.
Mr. O’Neal foi julgado, disseram, pelas mesmas normas de outros na sua posição: o desempenho da empresa e seu relacionamento com a diretoria.
Mr. O’Neal não pode ser encontrado para comentar.
O porta-voz da Merrill, Jason H. Wright, afirmou: "Durante os anos Stan esteve aqui, como uma organização, abraçamos uma meritocrácia e inclusividade que se traduziu numa maior diversidade que estamos orgulhosos. O conselho tem se empenhado em tais iniciativas e não tem intenção de mudar, independentemente de quem é C.E.O.”
Alfred Edmond Jr., editor chefe da revista Black Enterprise, disse: "Uma das principais lições é que sendo C.E.O. não o faz a prova de balas. "
"Primeiro tivemos que aprender o que era preciso para ser o numero um," Mr. Edmond disse, "e agora estamos aprendendo o que necessário para se manter nele”.
Como prova, ele apontou para Franklin D. Raines, que liderou Fannie Mae, , por seis anos antes de sair, em Dezembro de 2004 por um escândalo contábil , e Ann M. Fudge, que se demitiu em 2005 por razões pessoais, como chefe do executivo De Young e Rubicam Advertising após a agência não conseguir manter várias contas chave.
"A performance corporativa é a espada que faz viver ou morrer", afirma o Sr. Edmond.
"Eu sei quem eu sou quando vou para a cama, e quando acordo," Mr. Thompson do McDonald’s disse. "Eu nunca fujo de uma conversa quando alguém quer saber o que é ser um executivo Afro-americano”.
Mas ele acrescentou que espera para ser julgado pelo seu desempenho.
Além dessas exceções visíveeis como Mr. O’Neal e Mr. Parsons, alguns especialistas dizem que na diversidade das corporações nos últimos anos, Afro-americanos têm gradualmente perdido terreno para outras minorias.
"Quando Carleton Fiorina deixou H. P., as pessoas diziam que seriam tempos delicieis mulheres em funções executivas, mas as mulheres na América corporativa parecem estar fazendo muito melhor nestes dias do que os Afro-americanos", afirmou Frank Dobbin, um professor De sociologia em Harvard que estuda a diversidade das corporações. "Quarenta anos após o Civil Rights Acts foram, estamos muito mais para trás do que deveriamos estar”.
Martin Davidson, um professor da Darden Graduate School of Business na Universidade de Virginia, disse de outra forma: "Um indivíduo pode subir até o topo por muitos motivos isto não significa que uma verdadeira mudança no sistema que tenha ocorrido. Pode ser que leve vários anos antes de vermos outro Afro-americano como C.E.O. de uma grande corporação”.
Na Sears, o Sr. Lewis disse, "estamos a construindo uma cultura onde cada colaborador tem uma oportunidade de excelência, se eles estiverem dispostos a colocá-la em seu trabalho. Nós julgamos as pessoas pelo que elas realizam, não por quem elas são, ou o que elas acreditam ou de onde vieram. "
Segundo o Management Leadership for Tomorrow, uma ONG uma consultoria em diversidade corporativa, o numero de Afro-americanos representaram menos de 5% dos cargos de nível superior inicial, e menos de 3% dos quadros superiores sênior no ano passado.
Emquanto 15% dos formados sejam Afro-americanos e hispânico, John Rice, presidente da M.L.T., disse, eles representam apenas 8% dos estudantes de M.B.A. entre as 25 principais escolas de negócios,e apenas 3% de altos cargos de gestão e de 1,6%dos diretores executivos da Fortune 1000.
A ironia, Mr. Rice disse, é que as empresas tornaram-se mais agressivas nos seus esforços de diversidade. Entre os catalisadores foram os pagamentos por preconceitos raciais em ações judiciais. Em 1997, Texaco liquidou uma ação de R $ 176 milhões. Em 2000, a Coca - Cola pagou R $ 192,5 milhões para cerca de 2.000 empregados.
De fato, afirma a Professora Dobbin de Harvard, alguns programas de diversidade tem se mostrado contra producente. Segundo o professor Dobbin’s 2006 revisão de dados deprogramas de diversidade apresentados pelas empresas à Equal Employment Opportunity Commission, iniciativas que visam reduzir preconceito no topo, resultou numa redução de 6% na proporção de mulheres negras em posições de gerencia.
Em um esforço para aumentar as fileiras dos negros em executivos de alto nível, o Executive Leadership Council, uma organização sem fins lucrativos, em Alexandria, Va., realizou um seminário em Abril denominada “Strengthening the Pipeline.” ("Reforçar a Fonte.") Os membros do grupo cresceu e hoje tem mais de 400, de menos de 100 em 1989.
O diretor da organização, Carl Brooks, disse alguns Afro-americanos optaram por um caminho diferente.
"A forma como a minha geração foi educada foi que vimos apenas uma rota para o sucesso, e que era para ser contratado por uma empresa e ir trabalhar de terno e gravata e carregar uma pasta”, disse Mr. Brooks .. Os dias em que as empresas tinham o monopólio de talentos termiram,Afro-americanos estão olhando para o trabalho de forma que são muito mais ampla do que fizemos. “

criado por jrrsanchez    18:20:22 — Arquivado em: Sem categoria

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