Hoje é dia em que o STF começa a julgar o processo de denuncia da Procuradoria-Geral da Republica sobre o esquema do Mensalão.
Veja alguns dos denunciados e as respectivas acusações (Fonte TERRA).
Delúbio Soares (PT-SP) - ex-tesoureiro do PT
Denunciado por formação de quadrilha, peculato e corrupção ativa
É acusado de criar e executar o esquema de financiamento ilegal do PT e de partidos aliados com a participação do publicitário Marcos Valério, fonte do financiamento. Delúbio assumiu a responsabilidade pelo esquema e eximiu de culpa o partido e o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. Após o escândalo, se afastou do cargo.
Duda Mendonça - publicitário
Denunciado por lavagem de dinheiro e evasão de divisas
Publicitário responsável pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, teria recebido, por meio de sua sócia, Zilmar da Silveira, R$ 15,5 milhões das contas de Marcos Valério.
João Magno (PT-MG) - deputado federal
Denunciado por lavagem de dinheiro
Afirmou ter recebido dinheiro de Marcos Valério atendendo orientação de Delúblio Soares, ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores. Foi absolvido pela Comissão de Ética da Câmara
João Paulo Cunha (PT-SP) - ex-presidente da Câmara
Denunciado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato
Documentos cedidos pelo Banco Rural mostram que a mulher do deputado sacou R$ 50 mil das contas de Marcos Valério. Cunha é acusado de obter vantagem indevida no exercício da atividade parlamentar, por ter recebido "em proveito próprio" R$ 50 mil da agência de publicidade SMPB, do empresário Marcos Valério, apontado como o operador do esquema do mensalão. Cunha afirma que o saque foi feito a mando de Delúbio Soares e que acreditava que o dinheiro pertencesse ao PT. O deputado paulista foi absolvido pelo plenário da Casa, que impediu a sua cassação. Foi reeleito em 2006
José Dirceu (PT-SP) - ex-ministro da Casa Civil
Denunciado por formação de quadrilha, peculato e corrupção ativa
Acusado pelo ex-deputado petebista Roberto Jefferson de ser o mentor do mensalão. Ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu se afastou do cargo um mês depois das denúncias de Jefferson e reassumiu a sua cadeira na Câmara dos Deputados. Quando deixou o governo, disse que queria se concentrar na sua defesa. Foi um dos poucos condenados pela Comissão de Ética da Câmara e teve os seus direitos políticos suspensos até 2015. A denúncia do Ministério Público aponta Dirceu como um dos principais membros do esquema.
José Genoino (PT-SP) - ex-presidente do PT
Denunciado por formação de quadrilha, peculato e corrupção ativa
O deputado federal e ex-presidente do Partido dos Trabalhadores foi denunciado por utilizar Marcos Valério como fiador de empréstimos do partido no Banco Rural, BMG e Banco do Brasil. Genoino renunciou à presidência do partido. Também é suspeito no caso dos dólares apreendidos na cueca do assessor do deputado estadual cearense José Guimarães, seu irmão. Se afastou do cargo após o escândalo e se se elegeu deputado federal em 2006.
José Janene (PP-PR) - deputado federal
Denunciado por formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Foi acusado por Roberto Jefferson de distribuir o dinheiro oriundo do mensalão para a bancada de seu partido. João Cláudio Genu, seu assessor, informou à Polícia Federal que sacava o dinheiro e o entregava à tesouraria do partido. Absolvido pela Comissão de Ética da Câmara, não disputou a reeleição
Luiz Gushiken (PT-SP) - ex-secretário de Comunicação do governo federal
Denuciado por peculato
Gushiken é acusado de indicar dirigentes para para os fundos de pensão e de favorecimento de uma corretora de seus ex-sócios ligados à área. Deixou o governo no final de 2006.
Marcos Valério de Souza - publicitário
Denunciado por formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas
O publicitário é acusado de ser o operador do mensalão e de crimes contra a ordem política, financeira, eleitoral, criminal e fiscal. Além do envolvimento com o mensalão, é acusado de manter esquema semelhante em 1998 com o PSDB. Por meio de empréstimos bancários avalizados pelos contratos de publicidade com o governo, teria financiado a candidatura de políticos tucanos na época. O empresário foi acusado por Jefferson de ser o operador do mensalão. Valério negou envolvimento no esquema, mas assumiu que fez empréstimos ao PT a pedido de Delúbio
Pedro Henry (PP-MT) - deputado federal
Denunciado por formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
O deputado é acusado de receber R$ 700 mil por parte do PP. Foi absolvido da acusação de envolvimento no mensalão em votação na Câmara dos Deputados. Foi reeleito em 2006.
Professor Luizinho (PT-SP) - deputado federal
Denunciado por lavagem de dinheiro
Teve um assessor que recebeu R$ 20 mil das contas de Marcos Valério. Como defesa, alegou que o dinheiro foi usado no caixa dois em campanhas para a eleição de vereadores do Partido dos Trabalhadores em São Paulo. Absolvido pela Comissão de Ética da Câmara, foi reeleito em 2006
Roberto Jefferson (PTB-RJ) - deputado federal
Denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro
O deputado federal foi o estopim da crise. Jefferson denunciou o esquema do mensalão após ver seu nome e seu partido - o PTB - envolvidos na gravação em que o ex-chefe de departamento dos Correios Maurício Marinho aparece recebendo propina. Teve o mandato cassado.
Silvio Pereira - ex-secretário-geral do PT
Denunciado por formação de quadrilha, peculato e corrupção ativa
O ex-secretário-geral do PT é acusado de intermediar a negociação de cargos e contratos no governo Lula. Silvio Pereira negou a acusação, mas assumiu que ganhou um carro da marca Land Rover do proprietário da empresa GDK - vencedora de uma licitação de US$ 90 milhões junto a Petrobras.
Valdemar Costa Neto (PR-SP, ex-PL) - deputado federal
Denunciado por formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Ex-presidente do PL (atual PR), renunciou ao mandato de deputado federal no dia 1º de agosto de 2005, depois de ter o nome envolvido no escândalo do mensalão. Ao renunciar ao cargo, evitou possível cassação do mandato e a conseqüente perda de seus direitos políticos, abrindo caminho para a candidatura nas eleições de 2006, quando se reelegeu.
Para completar os 40:
Anderson Adauto
Antônio Lamas
Anita Leocádia
Ayanna Tenório Tôrres de Jesus
Bispo Rodrigues
Breno Fishberg
Carlos Alberto Quaglia
Cristiano de Mello Paz
Emerson Eloy Palmieri
Enivaldo Quadrado
Geiza Dias dos Santos
Henrique Pizzolato
Jacinto Lamas
João Cláudio Genu
José Luiz Alvez
José Roberto Salgado
José Rodrigues Borba
Kátia Rabello
Paulo Roberto Galvão da Rocha
Pedro da Silva Neto
Vinícius Samarane
Zilmar Fernandes Silveira
Rogério Lanza
Romeu Queiroz
Simone Vasconcelos
Ramon Cardoso
Pelo nosso dinheiro de volta!