Finalmente foi publicado um pacote de medidas coerentes objetivando a utilização racional e mais segura do aeroporto de Congonhas. Aliás, muito proximo das medidas solicitadas dois dias antes pelo Serra e Kassab.
Nossa vigilancia e atenção são necessárias para que as medidas sejam realmente implementadas. Alem da implementação é necessario que a fiscalização adequada seja realizada para que as normas, procediementos e a legislação seja seguida pelos atores do setor .
Participe e envie aos seus representante mensagem solicitando o empenho na implementação do pacote e na fiscalização rigida do setor.
Se não houver cobrança, corremos o risco de mais um plano não implementado. Seja por incompetencia ou por interesses economicos, muitas vezes excusos. Já se fala que recursos judiciais estão sendo desenvolvidos contra o pacote.
Para aqueles que ainda não sabem do que trata o pacote algumas informções (AG TERRA):
O Conselho de Aviação Civil (Conac) aprovou a primeira resolução da reunião da tarde desta sexta-feira com mudanças no setor aéreo brasileiro. Segundo essa resolução, a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) tem prazo de 60 dias para redistribuir todas as autorizações de pousos e decolagens - conhecidas como hotrans - a fim de que o aeroporto de Congonhas (SP) passe a funcionar apenas como terminal de operação direta, deixando de ser um aeroporto de distribuição de vôos (hub).
Com isso, por exemplo, um passageiro que viajaria de Porto Alegre com destino a Brasília e fazia escala em Congonhas, deixará de fazer esse trajeto. Com a resolução, ele tomará um vôo direto para o seu destino, ou usará outros aeroportos para fazer escala. A reunião do Conselho, em Brasília, acontece três dias após a tragédia com um avião da TAM em Congonhas. O Airbus, com 186 pessoas a bordo, saiu da pista, se chocou com um prédio e pegou fogo. Ninguém sobreviveu.
A resolução aprovada pelo Conac prevê também o fim das operações de vôos charter (fretados) em Congonhas. Atualmente, esses vôos estavam operando nos finais de semana. A Anac, em conjunto com a Aeronáutica, terá ainda que limitar a utilização do aeroporto de Congonhas para o uso da aviação geral (transportes de cargas e vôos em jatos particulares).
A Anac terá também que instituir um plano permanente de contingência de aeronaves e tripulação das empresas. Ou seja, as empresas terão que sempre manter aeronaves tripuladas em solo para suprir qualquer emergência de cancelamentos de vôos.
A Anac e a Aeronáutica também terão que apresentar, no prazo máximo de 90 dias, estudos de localização de sítios aeroportuários em São Paulo. Isso faz parte do plano do governo para a construção de um novo aeroporto na região metropolitana. Pela resolução aprovada no Conac, a Infraero também terá 90 dias para apresentar estudos de ampliação e readequação de aeroportos em São Paulo. A medida serve para que a empresa aponte as possibilidades de ampliar os aeroportos de Guarulhos e de Campinas.
A Infraero terá ainda que tentar, junto ao poder Judiciário, a liberação de espaços nos aeroportos do País, em especial em Congonhas, que hoje são ocupados por empresas falidas (Vasp e Transbrasil) ou em recuperação judicial (Varig). O objetivo é aumentar a capacidade de passageiros no terminal 1 do aeroporto de Guarulhos para que ele possa receber a demanda que deixará de ser atendida por Congonhas.